"QUEM SE TRATA NÃO MORRE MAIS DE AIDS".
"HOJE, O VÍRUS NÃO É MAIS UMA SENTENÇA DE MORTE, E SIM UMA DOENÇA CRÔNICA!"
Alguns medicamentos vem sendo usados com relativo sucesso no combate à AIDS, mas a cura da doença, no entanto, ainda está distante, e a possibilidade de descoberta de uma vacina é remota. O vírus, que na realidade é muito primitivo, se aloja nas células e tem a habilidade de ordenar que o RNA produza múltiplas cópias; dessa forma, acaba sofrendo mutações, que podem ser resistentes aos medicamentos. Isso torna-o quase imune à medicina. Assim, o tratamento atual reduz o número de micróbios, mas não impede o contra-ataque. No mundo, 15 grandes empresas farmacêuticas pesquisam uma cura - a melhor notícia até então vem da norte-americana Merck, que conseguiu neutralizar uma raça "feroz" do HIV em macacos.
O coquetel anti-AIDS, atualmente, permite que portadores do vírus possam ter uma vida quase normal. Já foram registrados casos de pacientes que pararam de tomar o coquetel de remédios por até 14 meses sem agravar suas condições. Isso abre perspectivas de uso mais moderado das drogas, que ainda tem muitos efeitos colaterais.
Testes clínicos de uma vacina contra a AIDS estão sendo realizados no Quênia. Há ainda um longo caminho a percorrer: no melhor dos casos, a vacina estaria pronta em oito anos. É muito tempo para um continente como a África, onde o vírus se alastra de forma incontrolável - a ponto de o presidente do Quênia, Daniel Moi, pedir à população que se abstenha de sexo por pelo menos dois anos. Nesse país, as estimativas são de 700 mortes por dia e 2,2 milhões de contaminados, de um universo de 30 milhões de quenianos. O governo anunciou a importação de 300 milhões de preservativos, mas encontrou forte resistência de líderes cristãos e muçulmanos, que condenam a contracepção e pedem que se promova mais fortemente a abstinência.
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